quarta-feira, 4 de novembro de 2009

PRETTY LINDA SCOTT...

Little Star

A Thousand Stars

You Are My Lucky Star

When You Wish Upon A Star

Blue Star

Stardust

Stars Fell On Albama

Count Every Star

I've Told Every Little Star

9 canções com a palavra STAR. O climão de todas é maravilhoso. Teenager 50's, college music, lanchonete americana, milk shake. No Berlin eu toco a "Stars Fell On Albama", minha preferida. Claro que a cult "I've Told Every Little Star" aparece bem alto nas caixas também. As garotas adoram dançar. O Trio Esperança fez sua versão em português...tão onírica quanto a da Miss Scott.


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

APPLE ROMPE A BARREIRA DO PÓS PUNK

Mr. Apple (the man) apareceu com música nova. Ele já experimentou o mod, psicodelismo, bossa, um quase electro, pincelou rítmos de marchinhas, dialogou com Brecht/Kurt Weill, simpatizou com alguns standards do Torch Songs (esta faceta do Maça é a minha preferida, samba jazz e Peggy Lee se cruzam), e agora ele chega no pós punk com a Modern Kids. É o resultado de tudo que ele ja vivenciou. Não é um pós punk tardio, porque a coisa andou naturalmente, sem forçar a barra. O cara amadureceu musicalmente. Antes era talento em estado bruto, agora ele esta começando a se lapidar. Modern Kids tem clipe e será o carro chefe da nova onda dele. A música me lembra muito a fase inicial-intermediária do Simple Minds. Não tem como não lembrar da New Gold Dream (a versão 12 polegadas). São músicas irmãs. E por favor veja isso como um grande elogio, porque o Simple Minds neste período eram foda. Não tem escapatória hoje em dia o artista pop criar algo novo. Numa época de pós-tudo a eletricidade está no ar. Nós captamos tudo mesmo não querendo. A foto lá em cima é do André Peniche.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O ENIGMÁTICO SCOTT WALKER

Uma das figuras mais obscuras da história do rock (inclua ai Syd Barrett, Nick Drake e Roy Orbinson, na minha opinião) foi Scott Walker. Charmoso e talentoso, ousou aproximar o barroco do pop de forma absolutamente genial. Consegui desvendar um pouco do seu mistério quando aluguei ontem o DVD “Scott Walker: 30th Century Man”. A narrativa do documentário já me agradou muitíssimo. O interlocutor colocava faixas do Scott (track by track) para os entrevistados ouvirem e comentarem, tudo isso no meio dos depoimentos de fãs dele, olha o elenco: Jarvis Cocker, Marc Almond, Johnny Marr, David Bowie, Rob Ellis, Brian Eno, Radiohead, Ute Lemper entre outros. Só ficou faltando um nome, essencial, influência declarada presente nas músicas, timbre de voz e no estilo charmoso-blasé, Ian McCulloch. Talvez seria constrangedor demais ele falar sobre o Scott já que há uma rasgação de ceda total presente nas músicas do Echo. Enquanto o Scott aproximava a música erudita com o rock, Ian explorava com elegância o College Rock. Eu amo os dois.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

INDIFERENÇA



Não acho o Sr. Lars um gênio (o Antunes Filho acha), e não está entre meus cineastas contemporâneos preferidos, mas seria estupidez minha desprezar seu talento. Ondas do Destino é o seu melhor filme, na minha sagrada opinião (aliás acho besteira total classificar qualquer obra artística como “a melhor de todos os tempos”, cada arte é absorvida de forma muito subjetiva, então “o melhor” é aquele que você acha e não determinado por um Conselho).

Fui assistir o AntiCristo com meus poros e células totalmente escancarados, mas pra minha surpresa achei o filme indoro, incolor e insípido. Foi frívolo. Não comoveu, não assustou, não provocou inquietações, não impressionou em nada. É isso aí. O filme é quase um vazio tremendo. Ausente.

Não vou ficar aqui elogiando a fotografia e suas texturas porque hoje em dia este item técnico já é quase dominado por todos os fotógrafos profissa. O que eu vi foi um déjà vu desenfreado. Texturas florestais de Zerkalo e tragédia metafísca de Offret, ambos de Tarkovski. Não é deste filme, dedicado a ele no final, que o Mr. Lars evocou o poeta russo. Ondas do Destino e O Elemento do Crime é Tarkovski revisitado. É um tipo de filme que não acrescentou nada, nem na filmografia do talentoso cineasta. Mas, claro, a arte é subjetiva, pra ele o filme funcionou, tirando-o de uma profunda depressão. Uma masturbação artística jorrando sangue.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

CATÁLOGO DE OBJETOS IMPOSSÍVEIS DE ACHAR

Estes desenhos foram desenvolvidos por um grupo de engenheiros e desenhistas industriais na década de 1970. Mecatrônica aplicada, física experimental, lobotomia literaria, teletransporte de ideias e especulações neo-metafísicas, foram as ciências utilizadas para a criação destes objetos marginais. Recebi um mail recentemente, de remetente desconhecido, que há leilões no mercado negro deles. Os colecionadores são secretos, mas um hacker conseguiu participar de um leilão depois de interceptar um e-mail-convite por engano. O encontro foi em Wexford na Irlanda. Entre os colecionadores estavam um bisneto do clã Kennedy, Winona Ryder, Barry Adamson e José Vasconcelos (adoro ele!). Infelizmente não foi possível ter alguma prova da presença das celebridades. Enfim, abaixo os desenhos:








domingo, 31 de maio de 2009

ANTI-HYPE= HYPE2


Já é fenômeno da cultura pop o culto pelo lugar incomum. Ir para lugares, ouvir músicas, assistir filmes que poucas pessoas tiveram acesso. É só cair em domínio público uma banda desconhecida, um filme independente B redescorberto, uma novo bar, que o “anti-hype”de plantão já torce o nariz, partindo novamente em busca “do novo” (que as vezes nem é tão). Isso já existia nos anos 80, principalmente com a música eletrônica da época, que era bem marginalizada, excluída em tudo que é mídia, pré-MTV, internet popularizada, mp3 e blá blá blá.

Era assim, alguém com gosto mais arrojado pra música, que viajava para Paris, Londres, Berlin, Bruxelas e Antuérpia, trazia discos e vendia para algumas poucas lojas; ia direto pra algum dj de algum porão mal iluminado, deleitava o público e tempo depois tocava em outras casas noturnas ou em algum programa de radio independente. Pronto. Os “descolados” iam a loucura. Eles queriam tornar o culto a obscuridade musical, algo sagrado, para poucos. Até aí tudo bem. Mas acaba sendo um tiro no próprio pé quando se faz publicidade disso, levantando um termo perigoso - “anti”. Perigoso porque o complemento da frase seguinte é “hype”.

Oras,  o “anti-hype”, acaba sendo hype2.  Ele torna-se isso automaticamente tentando ir onde ninguém foi, ouvir o que poucos ouviram ou assistir o que quase ninguém assistiu. O problema está na semântica, na prévia da auto-publicidade, sem deixar a surpresa da descoberta deflorar. Neste último, aí sim, ele está sendo “anti”.

Ser “anti” sem saber que é, de forma involuntária, é “anti2”.

Fica mais charmoso e original.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

JUPITER MAÇA COOL JAZZ

O cultuado Jupiter Maça depois de um breve tempo afastado dos palcos, retorna num show em formato inédito, em São Paulo, sua cidadela preferida. Piano, voz, baixo e bateria mergulham na sua discografia celebradíssima pela moçada paulistana antenada. São oito faixas conhecidas e duas absolutamente inéditas, com aura para virar um clássico.
O show será agora dia 27 de fevereiro de 2009, no palco do Berlin.
Com abertura da Laura Wrona, que encerra de forma classuda e antológica sua temporada de cinco shows no Berlin.
Ao lado o pôster do show, de minha autoria. Me inspirei nos cartazes dos shows obscuros dos songwriters sessentista, como Leonard Cohen e Scott Walkers. 
Mais informações do show no site www.clubeberlin.com.br e www.myspace.com/lanochecool.